Educação em Pauta: Medalha Paulo Freire consolida Retomada e Valorização do Magistério em 2026
- producaoinstitutoe
- 5 de mai.
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A Medalha Paulo Freire, principal honraria voltada ao reconhecimento de esforços na erradicação do analfabetismo e na Educação de Jovens e Adultos (EJA), vive um momento de renovação. Após o Ministério da Educação (MEC) apresentar a nova fase da condecoração em 2025, o ano de 2026 marca a consolidação de diretrizes mais rigorosas para premiar redes de ensino que transformam a realidade social do país.
Um Legado de Resistência e Valorização
Instituída originalmente em 2003 para premiar quem se destacava na alfabetização, a medalha nacional chegou a ser extinta em 2022 por decreto do governo anterior, gerando críticas de especialistas que defendem o legado de Paulo Freire — o terceiro pensador mais citado no mundo em trabalhos de humanas.
A retomada da honraria ocorreu como parte do Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA (Pacto EJA). Em sua configuração atual, a premiação destina até R$ 4 milhões, distribuídos entre 20 redes públicas de ensino, sendo quatro por região, com um prêmio de R$ 200 mil para cada experiência vencedora que demonstre capacidade de ser replicada em outros contextos.
Critérios Técnicos e Novas Regras em 2026
O Diário Oficial da União publicou recentemente o Edital nº 3/2026, que altera condições do edital anterior de 2025, refinando os critérios para a concessão da medalha. Para serem elegíveis, as redes públicas devem cumprir metas cumulativas, como:
Adesão formal ao Pacto EJA.
Aumento comprovado de matrículas no Censo Escolar entre 2024 e 2025.
Desempenho superior nos Índices de Esforço de Alfabetização (IEA) e de Qualificação (IEQ).
Reconhecimento que Transforma Vidas
Além da esfera federal, estados e municípios mantêm suas próprias versões da honraria, reforçando o impacto local. Em Pernambuco, o Conselho Estadual de Educação concede a medalha bienalmente, preferencialmente em setembro, para até oito agraciados que se destacam nos Direitos Humanos e na Cultura. Em Fortaleza, a Câmara Municipal também utiliza a comenda para homenagear educadores locais em sessões solenes.
Para os educadores, o recebimento da medalha é descrito como um "momento ímpar". Relatos de premiados, como o da professora Adriana Rieger, destacam que o reconhecimento valida décadas de dedicação ao magistério e o investimento pessoal na formação continuada para garantir a qualidade social da educação pública.
A Medalha Paulo Freire reafirma, assim, seu papel não apenas como um prêmio simbólico, mas como um instrumento de política pública para fomentar a justiça social e a equidade através das letras.




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